PRÊMIO ECO RECONHECE PROCESSOS INOVADORES DA FIBRIA, C&A, CPFL, SANTANDER E 3M

publicado em: 06/12/2017 às 10:10
Prêmio ECO Amcham & Estadão reconhece 36 iniciativas de sustentabilidade do setor privado


São Paulo – Premiação aconteceu no dia 13/12 e reuniu representantes de organizações, ex-Ministra do Meio Ambiente e autoridades ambientais


A 35ª edição do Prêmio ECO Amcham & Estadão reconheceu 36 projetos de 34 empresas como tendo as iniciativas mais inovadoras em sustentabilidade em 2017. A cerimônia de premiação aconteceu no dia 13/12 na Amcham – São Paulo nas categorias Processos e Produtos. No ano passado, foram mais de 99 projetos inscritos, recorde da premiação nos últimos 10 anos, com participação expressiva de startups e PMEs.


Veja abaixo o resumo dos cases:


A)Processos:


Empresas de Grande Porte


Celulose Irani – Separação consciente de sobras


A reciclagem do plástico encontrado nas aparas (sobras) de papelão ondulado da Celulose Irani deu um Prêmio ECO à empresa. O reaproveitamento dos restos de papelão fabricado, que era dificultado pela mistura do plástico com a fibra de papel, ficou mais eficiente depois que a empresa fechou parcerias para melhorar a lavagem e separação dos resíduos. Para o projeto, a Irani construiu a primeira planta de reciclagem de plástico dentro de uma indústria de papel.


A fábrica processa 100 toneladas por mês e emprega seis pessoas, gerando receita de 14 mil reais. No aspecto econômico, a reciclagem recuperou 1 tonelada de fibra em 2016, o equivalente a 780 mil reais em matéria-prima. Do ponto de vista ambiental, a Irani deixou de enviar 928 toneladas de aparas de plásticos para aterros e evitou a emissão de 37 toneladas de gás carbônico por ano.


Flextronics – Reciclando oportunidades


A empresa de logística reversa Flextronics foi uma das ganhadoras do ECO ao reciclar uma resina plástica de alta qualidade e resistência – o ABS – a partir de equipamentos eletrônicos descartados. O ABS é o plástico mais usado em produtos como celulares, eletrodomésticos e instrumentos musicais. Também passou a ser amplamente empregado em impressões de protótipos em 3D.


O filamento plástico pode ser vendido à indústria e também para uso em protótipos. “Se a impressão 3D já era uma descoberta transformadora, essa impressão sem os prejuízos da extração é ainda mais positiva para a sociedade e o meio ambiente”, de acordo com a Flextronics.


Duratex – Economia de água


A Duratex ganhou um Prêmio ECO pela tecnologia que regula o fluxo de água dos metais sanitários (torneiras, chuveiros, misturadores e registros de pressão) da linha Deca e evita o desperdício. Por meio de um dispositivo interno que se adapta ao metal sanitário, a vazão de água se mantém constante e maximiza a economia de uso. O diferencial da tecnologia é justamente a de oferecer fluxo constante de água independente do equipamento, segundo a Duratex.


Como há muitos produtos importados no mercado, as pressões são variadas e o equipamento pode funcionar mal – ou não funcionar – em determinadas situações. Ainda de acordo com a empresa, a solução garante redução de até 40% do consumo diário de água nas edificações e deve ser aplicada em 90% do portfólio de metais sanitários da Deca.


C&A – Vestindo a camisa
A C&A Modas venceu o Prêmio ECO de 2017 com dois projetos: Algodão mais Sustentável (categoria Produtos ou Serviços) e Rede de Fornecimento Sustentável (Processos).


Na categoria Processos, a C&A foi reconhecida pelo trabalho de monitoramento da sustentabilidade dentro da sua cadeia de fornecedores. Ela é formada por mais de 100 mil trabalhadores, segundo a companhia. “A monitoria é feita periodicamente pela C&A para garantir a integridade da fabricação dos produtos, respeito às condições e direitos trabalhistas e o menor impacto ambiental possível”, segundo a varejista.


Fibria Celulose – Plantando responsabilidade


A Fibria Celulose venceu o ECO de 2017 com o Programa Suprimentos Sustentáveis. Para disseminar práticas sustentáveis na cadeia de papel e celulose, a Fibria usa critérios ambientais e sociais na escolha da sua rede de fornecedores. Isso inclui respeito ao manejo dos plantios, gestão de práticas trabalhistas e de direitos humanos.


Segundo a Fibria, desenvolver fornecedores sustentáveis reduziu custos e minimizou repercussões negativas causadas direta ou indiretamente pelas operações da companhia. Os critérios de exigência também contribuíram para qualificar os fornecedores, que se tornaram mais competitivos. Com isso, chegaram a conquistar novos mercados e reduziram a dependência financeira em relação à Fibria.


CPFL Energias Renováveis – Água limpa no semiárido


Com um projeto de segurança hídrica no Rio Grande do Norte, a CPFL
Energias Renováveis foi uma das ganhadoras do ECO 2017. O programa é feito em parceria com o governo potiguar e beneficia cerca de 800 famílias que moram em nove comunidades rurais do semiárido nordestino, garantindo acesso à água para consumo e produção.


As famílias beneficiadas pelo projeto são pequenos agricultores de assentamentos rurais que vivem em uma região onde a água disponível é salinizada e subterrânea. O projeto envolve a instalação de sistemas de tratamento para abastecimento e irrigação, além de capacitação técnica dos moradores em relação ao uso do recurso. As soluções técnicas e gerenciais aprendidas servirão para sugerir ações públicas e privadas no semiárido nordestino, segundo a CPFL.


Queiroz Galvão – Engenharia que preserva


A Construtora Queiroz Galvão Brasil foi uma das vencedoras do ECO 2017 com a iniciativa de preservação ambiental nas obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-099), no trecho entre as cidades de Paraibuna e Caraguatatuba. Como a rota passa por uma área de conservação ambiental, a Construtora adquiriu um teleférico para transportar operários e materiais de construção.


O teleférico será montado entre duas torres e poderá transportar até 20 toneladas. Seu uso evitará a abertura de trilhas de serviço ao redor das obras e, com isso, minimizar a derrubada de cobertura vegetal. Essa redução da intervenção do empreendimento no meio ambiente trouxe uma economia de aproximadamente 300 mil reais.


Monsanto – Eficiência em processos


A irrigação sustentável e a recuperação de produtos químicos foram os projetos vencedores da Monsanto no Prêmio ECO 2017. A Monsanto aplicou, via parceria, uma metodologia de irrigação eficiente em mais de 220 mil hectares de campos de produção de sementes de milho que trouxe uma economia anual de água equivalente a 983 piscinas olímpicas.


Usando critérios de avaliação, monitoramento climático e ajuste de equipamentos e processos, foi possível usar a quantidade correta de água necessária para a planta, reduzindo excessos. O sucesso animou a Monsanto a replicar a prática na produção de sementes de milho da Argentina.


Outro projeto foi a recuperação e monetização de subprodutos químicos (hidrogênio e ácido clorídrico) gerados na produção de Camaçari (BA).


Para a recuperação e venda dos subprodutos, ajustes foram realizados nos processos. A Monsanto também instalou instrumentos de medição de volumes e estruturas foram montadas para receber os produtos recuperados.


O processo mais eficiente recuperou, em média, mais de 25 milhões de toneladas de ácido clorídrico e cinco mil toneladas de hidrogênio, que são vendidos para empresas parceiras. O resultado ambiental foi a redução de emissões atmosféricas e geração de efluentes poluidores.


Santander – Economizar para crescer


O programa de gestão de gastos Fit to Grow (em português, Adaptar para Crescer) do Santander foi um dos premiados do ECO em 2017. Antes do programa, os gastos do banco eram centralizados em uma única área, que planejava e definia o orçamento de todas as outras. O modelo favorecia uma dinâmica de preço e não de consumo de um determinado fator, como água, energia e materiais de escritório.


Delegando as decisões dos gastos internos para todas as áreas e usando modelos estatísticos, foi possível calcular o consumo com maior precisão e seguindo as particularidades de cada local. Além do ganho com a economia de energia (12%), água (17%) e papel (19%), o conhecimento adquirido sobre precificação de custos administrativos foi incorporado ao cálculo de serviços e produtos do banco.


3M – Qualificando o ensino de Ciências


Capacitando professores do ensino fundamental e médio para o ensino de Ciência e Inovação na rede pública de Campinas (SP), a 3M do Brasil levou um dos prêmios ECO de 2017. O projeto qualifica o repertório técnico e didático dos professores, de modo que eles despertem o interesse dos estudantes para carreiras de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.


Os resultados revelam que os professores cursistas modificaram suas práticas de ensino e tiveram novas oportunidades na carreira e ficaram motivados a disseminar o programa para professores de outras escolas da região. E os alunos participantes desenvolveram autonomia e senso de participação nos projetos científicos que foram envolvidos.


Empresas de Pequeno ou Médio Porte


Reservas Votorantim – Preservando a Mata Atlântica


A Reservas Votorantim ganhou o ECO pela gestão e manutenção do Legado das Águas (SP), maior reserva privada de Mata Atlântica do Brasil. O Legado tem 1,5% dos 9% restantes da Mata Atlântica de São Paulo, e a preservação da área é viabilizada pela comercialização de mudas nativas e compensação de reserva legal.


Além disso, a Reservas Votorantim pesquisa novos produtos a partir do DNA das espécies encontradas. Em dois anos, foram sequenciados o DNA de 57 plantas. Além de montar o maior banco genético da Mata Atlântica, a Reservas pesquisa proteínas de interesse comercial para a indústria.


Quitanda – Criando inclusão


A instalação de um Ponto de Entrega Voluntária (PEV) para reciclagem de resíduos sólidos no estacionamento da loja Quitanda, no bairro paulistano de Pinheiros, foi uma das iniciativas premiadas pelo ECO. O objetivo do PEV é coletar resíduos recicláveis dos clientes e moradores do entorno, bem como da operação própria. O descarte, recolhido pela Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis Yougreen, possibilita renda adicional aos seus recicladores.


O PEV ajudou a reduzir em 28% o repasse de rejeitos para aterros sanitários entre fevereiro de 2016 e 2017. A ideia do hortifrúti é ampliar a ação pelo bairro, firmando parcerias com bares e restaurantes vizinhos para o despacho de recicláveis no PEV. Segundo a FLV, o projeto não tem fins lucrativos. O objetivo é estimular a conscientização dos clientes para a importância da reciclagem.


Microempresa/Startup


Eco Panplas – Reciclando embalagens contaminadas


Um problema sério quanto à reciclagem de plásticos é a contaminação. Muitas embalagens chegam às cooperativas com resíduos e acabam sendo higienizadas com grande quantidade de água, gerando efluentes e resíduos com alto risco ambiental. A Eco Panplas desenvolveu uma tecnologia limpa e inovadora, que não utiliza água, recupera o plástico e o contaminante sem geração de resíduos.


Todos os insumos que sobram do processo são separados, recuperados e transformados em matéria-prima novamente. Em seis meses, a organização recuperou 4 milhões de garrafas, gerando 200 toneladas de plástico descontaminado e 7500 litros de óleo recuperado. Com essa ação, 7,5 bilhões de litros de água foram preservados. Além disso, a iniciativa mobilizou mais de 630 catadores, gerando renda para essas pessoas.


B)Produtos ou Serviços:


Empresas de Grande Porte


CDHU - Implantação de Sistemas Fotovoltaicos Em Habitações de Interesse Social


Buscando mais sustentabilidade em suas construções, a CDHU começou a observar a geração de energia por sistema voltaico como forte potencial. Aproveitando a sua atuação na produção e gestão de moradias de interesse social, a organização decidiu desenvolver processos para promover energia solar para residências de famílias com baixa renda (entre 1 e 3 salários mínimos), sem gerar adicional de custos.


A geração de energia ainda ajuda os moradores a economizar dinheiro na conta de energia elétrica, impactando positivamente na vida deles. Foram 26 unidades impactadas, fora os conjuntos habitacionais (condomínio vertical) com mais de 90 apartamentos, entregues em 2017.


Por conta do sucesso desses resultados, o plano para o futuro é ampliar esses sistemas em todas as Unidades Habitacionais construídas pela empresa entre 2011 e 2016 - mais de 51 mil unidades.


Itaú Unibanco - Programa Itaú Mulher Empreendedora


O empoderamento financeiro feminino foi o mote para a criação do programa "Itaú Mulher Empreendedora", vencedor do Prêmio Eco. Após estudos sobre o tema com apoio do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e IFC (International Finance Corporation), o banco criou um programa para capacitar empreendedoras a aprimorar suas técnicas de gestão, auxiliar no networking e inspirar os negócios com novas ideias. Até agora, são mais de 6.500 mulheres cadastradas. A pesquisa de impacto da iniciativa mostrou que as mulheres participantes estão contratando mais produtos financeiros e seguros, ao mesmo tempo em que tem menor refinanciamento da dívida em relação a média de clientes Itaú - revelando saúde financeira.


Rhodia - Rhodianyl Bio


Em junho deste ano, a Rhodia criou o primeiro fio de têxtil de helanca biodegradável dedicado à confecção de uniformes escolares. Essa tecnologia permite a decomposição rápida da roupa depois de ser descartada - ao contrário da maioria dos tecidos sintéticos, que demoram centenas de anos até desaparecer completamente. A biodegradação acontece em menos de três anos. Além disso, o fio acelera a geração de biogás nos aterros, podendo ser usados para co-geração de energia elétrica. Mesmo com poucos meses de lançamento, a organização espera que esse novo negócio tenha uma participação de aproximadamente 7% do faturamento anual.


Celesc - Projeto Bônus Eficiente


O Projeto Bônus Eficiente é uma iniciativa pioneira da Celesc para subsidiar a instalação de sistemas fotovoltaicos na residência de mil consumidores no estado de Santa Catarina. O objetivo do projeto é reduzir o consumo de energia elétrica e ampliar a utilização de energia renovável no país. Estima-se que, em condições ideais, os sistemas devem gerar aproximadamente, 280 kWh/mês por unidade consumidora. No final de agosto, mais de 50% das instalações ficaram prontas e o término está previsto para o fim de 2017.


Ambev - AMA


Atualmente, cerca de 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água.


Para mudar essa realidade, a Ambev criou a AMA, uma água mineral que tem 100% do seu lucro revertido para projetos de acesso à água potável em comunidades que estão no semiárido brasileiro. Até julho de 2017, o lucro dessas vendas contabilizaram mais de R$ 400 mil, beneficiando cinco comunidades no Nordeste. Isso significa que mais de 6,5 mil pessoas terão acesso à água. As garrafas são vendidas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia e Distrito Federal.


Vibra Agroindustrial – Produção “verde” de frangos


A Vibra Agroindustrial ganhou o ECO 2017 pela produção mais saudável e natural de carne de frango. Os frangos da linha “verde” vivem em granjas exclusivas, com temperatura e umidade adequadas, água tratada e controle de fluxo de pessoas. A ração usada é de origem 100% vegetal e os animais não recebem antibióticos terapêuticos.


Arcos Dourados/McDonalds – Disseminando respeito socioambiental


A Arcos Dourados (McDonald’s) venceu o Prêmio ECO 2017 com o projeto de tornar os restaurantes da rede centros de desenvolvimento sustentável. O objetivo é que cada restaurante tenha à disposição dos consumidores informações relevantes sobre a gestão de resíduos, consumo consciente de água e energia. Os princípios são baseados nos Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU (Organização das Nações Unidas).


O projeto piloto foi realizado em Birigui (SP) com excelentes resultados e está sendo levado para Araçatuba (SP), segundo a holding. Via parceria público-privada, a companhia pretende firmar acordos de cooperação nos municípios presentes, atuando nas vertentes de orientação para a gestão de resíduos sólidos, arborização do entorno do restaurante, educação fundamental para a sustentabilidade e educação executiva.


C&A – Algodão sustentável


Até 2020, a multinacional holandesa de moda assumiu o compromisso global de vender somente produtos feitos a partir de algodão orgânico certificado, assim como trabalhar com fornecedores que praticam sustentabilidade.


Como o algodão é umas das culturas que mais consomem água no plantio, a empresa optou por variedades orgânicas, que demandam menos água e pesticidas. Em 2016, 53% dos produtos de algodão comercializados no mundo pela C&A eram de origem mais sustentável – o que contribuiu para a companhia reduzir sua pegada hídrica em 29%.
Empresas de médio e pequeno porte:


Laces and Hair – Tintura natural e nutritiva


O hair spa Laces and Hair ganhou o ECO de 2017 pelo desenvolvimento de uma coloração de cabelo a partir de ingredientes naturais. Ao contrário das colorações à base de derivados de petróleo, conservantes e amônia, o corante da Laces é feito de ervas, raízes e flores com propriedades nutritivas. De acordo com a empresa, o produto conserva a queratina do cabelo e não desbota com a exposição ao sol e lavagem.


A coloração natural da Laces é biodegradável e, portanto, não produz resíduos tóxicos no descarte. Desde o lançamento em agosto de 2016, a Laces realizou 797 aplicações do produto, o que representa atualmente 9% das receitas da companhia.


HAIAH – Transformando sobras em piso


A criação de um piso a partir de borracha reciclada foi o projeto da Eirelli que venceu o ECO 2017. O produto foi desenvolvido com sobras de descarte, como tampinha de remédios, chupetas, bicos de mamadeiras, camisinhas, óleos farmacêuticos e borracha natural. De acordo com a empresa, de 6 a 8 toneladas de refugos são retirados da natureza diariamente para reaproveitamento.


Netmove - EcoMove


O projeto EcoMove socioambiental aproveita e reutiliza caixas de papelão, engradados e materiais que a ISF recebe em mudanças na região metropolitana de Sâo Paulo. Os funcionários são treinados para separar o material que pode ser reutilizado nas mudanças e as caixas que devem ir para a reciclagem. Isso significou uma economia de 82% em material e caixas de mudanças. Entre 2012 e 2016, o volume arrecadado de itens para reciclagem foi de 96 mil quilos de papelão, 2,5 mil de plástico e 326 de ferro.


Microempresa/Startup


Eccaplan - Campanha Sou Resíduo Zero


Inspirada em engajar pessoas a repensar o descarte de lixo, a Eccaplan criou a campanha "Sou Resíduo Zero". O objetivo é conscientizar pessoas e empresas a reestruturarem sistemas de produção e distribuição para reduzir o desperdício. Simultaneamente, a organização trabalha também para aumentar a reciclagem, reutilização, e compostagem de resíduos orgânicos. Através da plataforma online (https://souresiduozero.com.br/) e de consultorias, a organização foi responsável por destinar corretamente 4.500.000 kg de resíduos.


Habitar - Edificação Sustentável Habitar – Conforto Ambiental e Eficiência.


O setor de construção civil é uma atividade que gera uma enorme quantidade de resíduos. Para mudar essa realidade, a Habitar usa novas tipologias e tecnologias para unir eficiência e sustentabilidade em seus empreendimentos. A técnica construtiva trabalha com eficiência energética, conforto ambiental, menor tempo de construção e evitando entulhos. A empresa trabalha em todas as etapas do processo, desde o projeto, fabricação de painéis e por fim a construção.


Eco1 - Lavagem Automotiva a Vapor


Com a produção de uma máquina de lavagem e higienização a vapor, a ECO1 conseguiu reduzir substancialmente o uso de água para limpeza em frota de caminhões sem u uso de produtos químicos. A empresa dona da frota de veículos gastava mensalmente R$ 52 mil reais com água e esgoto, além da média de 1300 metros cúbicos de água por mês. O sistema a vapor da ECO1 conseguiu reduzir o uso de água em 95%, reduzindo essa conta para R$ 2,5 mil e o uso de água para dez metros cúbicos.


Silo Verde - Silo Verde, Armazenagem Sustentável


A organização criou um silo de armazenagem para combater o desperdício alimentar na cadeia de produção, principalmente nas cadeias de médio, pequeno porte e agricultores familiares - responsáveis pela produção de mais de 65% dos alimentos consumidos no país. O silo é produzido com embalagem PET reciclada e possui características que protegem melhor o produto, evitando problemas sanitários ocasionados por armazenagem precária.


Caminho do Meio - Agricultura Integrada a Projetos Ambientais


Unindo reflorestamento, soltura de árvores e olivicultura, a Caminho do Meio foi uma das vencedoras. Com a produção de azeites artesanais, a organização conseguiu mostrar a viabilidade de integrar uma atividade econômica e preservação ambiental. São 13 hectares de variados tipos de azeitonas, com o cuidado da preservação. A primeira colheita comercial ocorreu em fevereiro e março deste ano, gerando renda ao local com a venda de 426 litros de óleo de azeitona. Além disso, a organização lançou a campanha Adote uma Oliveira. Através dela, pessoas físicas e jurídicas podem investir no projeto. A renda é revertido às ações de plantio de árvores nativas e reintrodução de aves resgatadas do tráfico.


Sunew - Filmes Fotovoltaicos Orgânicos


A SUNEW venceu o Prêmio Eco com seu Filme Fotovoltaico Orgânico (OPV) - geradores em formato personalizados, que podem ser usados em móveis urbanos, automóveis e gadgets e conseguem fornecer iluminação e carga de dispositivos eletrônicos. Altamente customizável, o filme absorve grande parte dos raios UV (99%) e 75% dos raios infravermelhos, oferecendo conforto térmico. Em edifícios, por exemplo, isso significa uma redução na necessidade de uso de ar condicionado. Por ser composto por material orgânico, também é facilmente reciclável no fim da vida útil.


Hidrossolúvel - Embalagens com Resíduo Zero


Com o fornecimento de embalagens de plástico que são solúveis em água para outras organizações, a Hidrossolúvel apresenta uma solução sustentável para a gestão de resíduos. O plástico é biodegradável, ou seja, não gera lixo ou poluentes, eliminando gastos de Logística Reversa para os clientes. A solução é especialmente interessante para o setor de agroquímicos, gerando benefícios sociais de segurança aos trabalhadores, ambientais e econômicos.


Neutralize - Metodologia de neutralização de carbono para eventos


A Neutralize Carbono desenvolveu uma metodologia para realizar inventários e neutralizar emissões de gases de efeito estufa (GEE) em eventos. Esse cálculo pode ser aplicado em feiras, congressos, palestras, eventos esportivos, exposições e mega eventos. A ideia é calcular quanta emissão um evento gera, tanto de forma direta quanto indireta (deslocamento de pessoas ao evento, por exemplo). A partir dessa coleta de dados, é possível tomar uma decisão para mitigar essas externalidades. No total, mais de 200 mil toneladas de CO2 equivalente foram neutralizadas pela NC, o equivalente um ano de emissões de quase 30 mil brasileiros durante um ano.


Air Technik - Alojamento Aeronáutico Reciclado


Produzindo embalagens sustentáveis para a indústria aeronáutica, a Air Technik foi uma das vencedoras deste ano. A organização fabrica seus produtos com material reciclado proveniente dos próprios processos. Com isso, não há perda de material e zero geração de lixo. Para completar o estoque de matéria-prima, a companhia também compra material reciclado de origem externa, incentivando outras que trabalham com reciclagem de polietileno. Dentro da carteira de pedidos, mais de 50% das peças são produzidas com 100% de matéria-prima reciclada.


Ecolivery - Ecolivery Courrieros


Propondo uma alternativa sustentável para entregas, a Ecolivery Courrieros foi mais uma vencedora do Prêmio Eco. A empresa faz entregas de bicicleta com um time de 50 ciclistas, atendendo 300 clientes. A organização atua em São Paulo e calcula que deixou de produzir 200 toneladas de CO2 na atmosfera, se comparado a sistemas de entrega convencionais. Todos os funcionários são registrados e o foco na contratação são egressos do sistema penitenciário, problemas de adicção e que vivem em extrema pobreza. A empresa veio para mostrar que a bicicleta pode sim ser um meio de entregar um serviço eficiente, rápido, mais barato e sem poluição.


eCycle - Inspirando Pessoas Adotarem um Novo Paradigma Socioambiental por Meio das Redes Digitais


Através da plataforma digital eCycle, a organização trabalha com a conscientização ambiental em um modelo de negócio publicitário. O portal abriga também um serviço de comércio eletrônico, com curadoria, oferecendo produtos de baixo impacto ambiental e mais sustentáveis. A ideia é trabalhar com consumo consciente, suas relações e externalidades, com o slogan "Sua pegada mais leve".